Há jogos que envelhecem. E há Assassin’s Creed Black Flag — que não envelhece, só acumula saudade. Onze anos depois, a Ubisoft finalmente admitiu o que o mercado gritava desde 2013: Edward Kenway merecia mais. O anúncio de Black Flag Resynced é a resposta oficial para uma pergunta que os fãs nunca pararam de fazer.
A confirmação chegou sem muita cerimônia da parte da empresa, o que é, em si, revelador. Não foi um evento grandioso. Foi quase uma admissão silenciosa — a Ubisoft entregando o que devia, sem fazer festa por isso.
Black Flag Resynced é um projeto de remasterização do clássico lançado em 2013. O game original colocou o jogador no papel de Edward Kenway, um pirata galês que acidentalmente se envolve na guerra entre Assassinos e Templários no Caribe do século XVIII. Considerado até hoje um dos melhores — senão o melhor — título da franquia, o game equilibrava liberdade naval, narrativa sólida e personagem carismático de um jeito que a série nunca mais conseguiu repetir com a mesma consistência.
O Resynced promete gráficos atualizados, suporte a resoluções modernas e melhorias de performance. Detalhes técnicos ainda são escassos, mas o anúncio já foi o suficiente para reaquecer a comunidade.
Impossível falar de Black Flag Resynced sem mencionar o fracasso que o precedeu — e que, de certa forma, justifica a existência deste projeto.
Skull and Bones foi anunciado em 2017 como o jogo pirata definitivo. Um spinoff naval ambicioso, separado da franquia Assassin’s Creed, que deveria capitalizar exatamente no que Black Flag havia feito de melhor: a sensação de ser um capitão pirata nos mares abertos. A Ubisoft o chamou, sem ironia aparente, de jogo