Embora já tenha ficado para trás em sua carreira, muitos dizem que Guardiões da Galáxia nunca saiu de James Gunn. É possível identificar esse padrão não apenas no estilo do último filme de Superman, mas também nas escolhas da própria equipe técnica da produção. Neste caso, estamos falando especificamente do novo editor de “Homem do Amanhã”, a nova sequência do filme do herói.
O nome da vez é Fred Raskin, responsável pela montagem da nova produção. A informação já aparecia na página do filme no IMDb e foi confirmada por Gunn em uma postagem do seu próprio Instagram. A princípio, a função de montar pode parecer simples, porém é extremamente relevante e tem a capacidade de influenciar diretamente no ritmo de um filme. Portanto, estamos falando de uma função diretamente responsável pelo “estilo” do conteúdo, e é aqui que entra o temor do fã de Superman.
Para contextualizar melhor, Fred Raskin já trabalhou na trilogia Guardiões da Galáxia e pode ser considerado um tipo de “pessoa de confiança”. Contudo, talvez isso não seja suficiente para agradar o público, já que a escolha levanta suspeitas já elevadas sobre o tom do filme.

Podemos dizer que a escalação de Fred Raskin é mais um dos muitos indícios do que podemos ver nos cinemas. E algo assim certamente divide opiniões. Apesar disso, é importante destacar que o estilo “brincalhão” e “piadista” de James Gunn está bem longe de ser completamente descartável para o cinema em geral. Aliás, ele realmente tem uma importância bastante significativa para determinados gêneros. Contudo, contextualizando para o caso de Superman, será que é realmente compatível ou apropriado?
Não é incomum encontrar relatos de pessoas que são injustamente vistas como “infantis” pelo seu gosto pessoal por heróis ou quadrinhos. Isso é resultado de uma visão equivocada dos personagens da ficção, ignorando a sua importância e a sua simbologia. Nos anos 2000, as produções do gênero fizeram uma contribuição significativa para combater isso. Em vários momentos, víamos situações de tensão real e até mesmo identificação pessoal com problemas da vida. E o melhor é que ainda havia espaço para humor em alguns momentos, porém era perceptível que não se tratavam de filmes “infantis”.
Por outro lado, James Gunn faz justamente o contrário com Superman. Embora realmente haja compatibilidade com Guardiões da Galáxia, o homem de aço pede seriedade e um jeito diferente de refletir sobre alguns temas. Piadas e momentos de descontração não são completamente nulos, mas também não deveriam passar de uma determinada dose. O público quer ver mais lutas emocionantes e menos “shows de comédia”. De qualquer forma, sempre será preciso assistir para confirmar, apesar de haver muitas coisas óbvias atualmente.
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