Supergirl, para muitos, é um dos filmes mais aguardados de junho e até mesmo de 2026. O filme trará Kara Zor-El numa trama intergaláctica em busca de justiça. Além disso, embora o recente filme de Superman tenha levantado algumas controvérsias, não podemos negar que houve aceitação popular o suficiente para criar ânimo para a produção de Supergirl.
No Rotten Tomatoes, atualmente, Superman (James Gunn) tem uma aprovação de 83% da crítica especializada e de 90% do público geral. Considerando o contexto da criação do DCU, podemos dizer que a aprovação desse filme afeta diretamente a iniciativa da produção de um filme independente de Supergirl. Portanto, sua produção em si não chega a ser surpreendente.
Por outro lado, obviamente, fazer filmes não é barato, especialmente um de uma heroína com superpoderes que demandam vários efeitos especiais. E é aqui que, inevitavelmente, precisamos falar sobre o orçamento de Supergirl, que, como mencionamos, tende a ser naturalmente alto.

Segundo um relato do Deadline, Supergirl teria um orçamento de US$ 175 milhões, excluindo o valor do marketing e de outros gastos adicionais. Além disso, é importante mencionar que existe uma “regra” em Hollywood sobre faturamentos mínimos esperados de filmes. De acordo com essa ideia, um filme precisaria arrecadar de cerca de duas a duas vezes e meia do valor do orçamento.
Em outras palavras, Supergirl precisaria arrecadar, no mínimo, entre cerca de US$ 350 milhões e US$ 437,5 milhões para começar a gerar lucro mínimo. Obviamente, é bastante difícil não fazer uma comparação direta com Superman (James Gunn), que teve um orçamento divulgado de US$ 225 milhões e faturou US$ 618,7 milhões, o que daria um lucro mínimo (pior cenário possível) de US$ 56,2 milhões.

Voltando à realidade de Supergirl, também precisamos falar sobre um pouco do contexto atual da popularidade e da atratividade do filme. O marketing vem sendo considerado “desastroso” e polêmico por boa parte do público. E sabemos que essa é uma parte fundamental para a divulgação e, consequentemente, para a rentabilidade do filme no longo prazo.
Portanto, não podemos ignorar os desafios que o longa deve enfrentar quando chegar aos cinemas. Recentemente, nesta reta final de junho, o marketing tem se esforçado para ser decente. O mais recente trailer apresentou bons efeitos especiais e cenas de ação de modo geral, embora algumas cenas anteriores tenham tido questionamentos em relação à qualidade de modo geral.
Contudo, também sabemos que marketing está bem longe de se restringir a trailers e teasers. Toda a imagem do elenco e da equipe por trás da produção, de modo geral, influenciam diretamente na atratividade do filme. E é aqui que Supergirl tem pecado. Algumas falas polêmicas e declarações que repercutiram mal entre o público podem ter causado desânimo e desgaste para o longa.
Talvez a própria equipe por trás disso tenha compreendido e se esforçado para corrigir o estrago. Aliás, ainda este mês, a própria atriz Milly Alcock virá ao Brasil para promover Supergirl. Sua visita ocorre entre os dias 13 e 15 de junho, junto com o diretor Craig Gillespie, a roteirista Ana Nogueira e Peter Safran, que é produtor e Co-CEO/Co-presidente da DC Studios.

Alguns podem enxergar como um tipo de “reparação de danos”, porém não podemos negar que é uma movimentação positiva para a promoção do filme. Supergirl chega aos cinemas brasileiros em 25 de junho e carrega a missão de dar continuidade ao ambicioso DCU. Além disso, não podemos deixar de mencionar que o sucesso do filme pode aquecer os ânimos para Superman: Homem do Amanhã, que deve chegar aos cinemas em 8 de julho de 2027.
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